segunda-feira, 19 de abril de 2010

Gelado de Verão




Foste a razão da viagem de umas férias para fugir
Foste a razão da viagem de umas férias para fugir
Encontrei-te na paragem, no descer e no subir

Dei o teu nome a toda a gente e a todos te quis chamar
Dei o teu nome a toda a gente e a todos te quis chamar
Dei a tua voz ao vento e ao movimento do teu andar

Foste a frescura da minha sede
Andei contigo na minha mão
Foste a frescura da minha sede
Andei contigo na minha mão
Pintei a boca de rosa e verde
Foste o gelado do meu verão

Foste a sombra do momento, tentação a experimentar
Foste a sombra do momento, tentação a experimentar
Foste a luz do salvamento do regresso ao meu olhar

Tu foste em todas as formas um país que eu nunca vi
Tu foste em todas as formas um país que eu nunca vi
Velho sonho dos meus olhos e eu só te vi a ti

Foste a frescura da minha sede
Andei contigo na minha mão
Foste a frescura da minha sede
Andei contigo na minha mão
Pintei a boca de rosa e verde
Foste o gelado do meu verão

Teu corpo minha toalha, foste o Sol da minha cor
Teu corpo minha toalha, foste o Sol da minha cor
Foste o mar da minha praia, tu foste o meu bronzeador

Foste a frescura da minha sede
Andei contigo na minha mão
Foste a frescura da minha sede
Andei contigo na minha mão
Pintei a boca de rosa e verde
Foste o gelado do meu verão



Lyrics: António Variações ; new composing  from Humanos in the voice of David Fonseca.

domingo, 18 de abril de 2010

Word of a dreamer, word of a lover...



O amor não se prevê, não se escolhe, não se pré-visualiza o caminho,como se desenvolve, como termina ou recomeça, algo nos guia até ele, estamos perto por mais longe que tempo, forma e espaço sejam díspares...é uma escolha lutar, é uma escolha deixar uma parte de nós, dar o que temos e não temos para o guardar...para crescer, para o acompanhar,...É acima de tudo, uma questão de fé, numa pessoa..num sentimento, em algo que salte muros e barreiras, que faça todo o sentido mesmo que tenha tido tudo para não fazer...É saber cuidar, são as palavras que se eternizam na memória, o perfume que se crava na pele, e o beijo que se transforma num sonho...É voar sem querer partir, todos os dias...No fundo, quem tem capacidade de sonhar sem ter medo do ridículo,do cliché ou lugar comum, está mais perto da ponte que nos leva ao seu verdadeiro significado... muito mais dos que a dissecaram através de jogos de palavras,de metáforas, de livros e filmes e poesia... os verdadeiros guardiões que mantêm a sua chama viva e real, nos dias de hoje...são os que têm a coragem de o viver, puro e duro...sem medo de de o dizer...aos 7 ventos se tal for necessária,ou mesmo que não o seja...que o simplificam com a doçura de um gesto inocente...Que nos desarmam com o facto de ousarem pintar o nosso mundo todos os dias, por mais que haja dias em que não queremos sair do cinzento...Alguém que connosco viaja para lá do arco íris...que nos faz sentir seguros, sem medo de cair, apenas medo de perder...

Quem tem esse dom, mesmo que viva fora do seu tempo, é capaz de viver para sempre...Nem que seja na memória de alguém a quem se tenha entregue. Fica sempre latente na invisibilidade de todos os olhares...
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terça-feira, 23 de março de 2010

Don't Go Away


Don't Go Away

A Cold and frosty morning,
Theres not a lot to say,
About the things caught in my mind,
And as the day was dawning,
My plane flew away,
With all the things caught in my mind,

I don't wanna be there when you're coming down,
I don't wanna be there when you hit the ground,

So don't go away,
Say what you say,
Say that you'll stay,
Forever and a day,
In the time of my life,
Cos I need more time,
Yes I need more time just to make things right

Damn my situation and the games I have to play,
With all the things caught in my mind,
Damn my education I cant find the words to say,
With all the things caught in my mind,
And I wanna be there when you're coming down,
And I wanna be there when you hit the ground,

So don't go away,
Say what you say,
Say that you'll stay,
Forever and a day,
In the time of my life,
Cos I need more time,
Yes I need more time just to make things right.

Me and you whats going on,
All we seem to know is how to show,
The feelings that are wrong.

So don't go away,
Say what you say,
Say that you'll stay,
Forever and a day,
In the time of my life,
Cos I need more time,
Yes I need more time just to make things right.

And don't go away,
Say what you say,
Say that you'll stay,
Forever and a day,
In the time of my life,
Cos I need more time,
Yes I need more time just to make things right,

Yes I need more time just to make things right,
Yes I need more time just to make things right,
So dont go away...

segunda-feira, 22 de março de 2010

Cavaleiro Andante


Música e voz de Rui Veloso, letra do inigualável Carlos Tê

Cavaleiro Andante

Porque sou o cavaleiro andante
Que mora no teu livro de aventuras
Podes vir chorar no meu peito
As mágoas e as desventuras

Sempre que o vento te ralhe
E a chuva de maio te molhe
Sempre que o teu barco encalhe
E a vida passe e não te olhe

Porque sou o cavaleiro andante
Que o teu velho medo inventou
Podes vir chorar no meu peito
Pois sabes sempre onde estou

Sempre que a rádio diga
Que a américa roubou a lua
Ou que um louco te persiga
E te chame nomes na rua

Porque sou o que chega e conta
Mentiras que te fazem feliz
E tu vibras com histórias
De viagens que eu nunca fiz

Podes vir chorar no meu peito
Longe de tudo o que é mau
Que eu vou estar sempre ao teu lado
No meu cavalo de pau

domingo, 21 de março de 2010

Sara Tavares - Ponto de Luz

Melhor voz feminina em Portugal.

Beleza,simplicidade,doçura,paz,harmonia,talento em estado puro...ou simplesmente...Sara Tavares.





Ponto de Luz- Sara Tavares

Escutando no vento
Tua voz secreta
Que me sopra por dentro
Deixa-me ser só seu

No teu colo eu me entrego,

Para que me nutras

E me envolvas

Deixa-me ser só seu



Um ponto de luz

Que me seduz

Aceso na alma

Um ponto de luz que me conduz

Aceso na alma



Por trás dessa nuvem

Ardendo no céu

O fogo do sol raia

Eternamente quente

Liberta-me a mente

Liberta-me a mente



Um ponto de luz que me seduz aceso na alma

Um ponto de luz que me seduz aceso na alma





Adeus, Pai

Hoje vou falar de um filme que vi no cinema quando tinha apenas 11 anos.
Na altura foi ao cinema com a minha família, uma tarde comum na época. O meu pai,a minha mãe e o meu irmão íamos ver alguns filmes. Muitas vezes filmes de animação ou comédias.
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Desta vez iamos ver um filme português...Poderia parecer assustador,já na época...Mas era uma história que parecia ser familiar, tinha uma criança como personagem principal( um jovem José Francisco Pimentel que, já na altura, demonstrava que faria da representação o seu futuro).
Filme que entre outros,contava com um dos melhores actores portugueses: João Lagarto.
Lembro-me que na época o filme me marcou...Ainda não era um cinéfilo, nem tinha visto grandes filmes como hoje...Mas este filme era diferente...Tanto, que no final saí da sala sem perceber o seu final e o achar algo estranho...Os meus pais que eram mais velhos também haviam saído confundidos com o final...Volvidos alguns anos,com outra maturidade, recordei-me do filme, quando numa discussão falava daqueles que eram para mim os melhores filmes portugueses que tinha visto.
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Uma história bonita, comovente, enternecedora, fiel aquelas que só são habitáveis geralmente na mente das crianças...
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A história parte de uma premissa simples. " Era uma vez a história de um filho que gostava de ter um pai que gostasse de ter um filho"

O filme tem a sua acção narrada sempre em voz offf pela voz de Filipe,que conta a história de um miúdo que raramente via o seu pai. Chegava sempre demasiado tarde a casa para estar com o filho, e nunca passava tempo com ele, era praticamente um desconhecido...Finalmente chegado o Verão, o pai( João Lagarto) anuncia ao filho que terão umas férias juntos na bela ilha dos Açores.
Filipe meio que atordoado com a ideia,fica sem perceber muito bem o que o espera,pois nunca tinha estado tanto tempo com o pai, mas ao mesmo tempo sente-se entusiasmado pela aventura de ir conhecer os Açores com o pai.
O filme oferece-nos uma fotografia absolutamente genial de uma ilha encantada como os Açores, uma realização que ,para época , apresenta uma proposta bem interessante, com planos fixos para contemplar as relações, os afectos dentro da imensidão de uma paisagem maior...
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É a história do desabrochar de uma série de sonhos de uma criança, de aventuras que sempre quis viver, o 1º beijo, o 1º amor, um grande amigo, aventuras e desventuras mas, acima de tudo, a oportunidade de estar tempo com o pai que nunca teve...
No decorrer da viagem o seu pai( João Lagarto) demonstra que aquela viagem tem um propósito...Quer connhecer o filho, passar tempo com ele, aproveitar todo o tempo para criar momentos e conferir ao filho uma série de memórias com o pai que nunca havia tido até então.

Filipe fica entusiasmado por finalmente poder falar de tudo com pai,tudo o que ele sempre quis falar, tudo o que pensava e não tinha a figura paternal com quem partilhar...Basicamente, Filipe tem as melhores férias da sua vida.

Uma ideia interessante,todo o conceito do filme, como se vai se apercebendo pela forma como se desenvolve...Não tem grandes pretensões, tenta que a beleza dos Açores sobressaia enquanto um pai e um filho se conhecem...Apercebemo-nos depois que aquelas férias seriam as 1ªs e as últimas que teriam juntos...O pai de Filipe estava a morrer, sabendo disso, queria passar todo o tempo disponível com Filipe e queria que mais tarde Filipe ficasse com a memória de um pai alegre,brincalhão, amigo, capaz de lhe proporcionar umas férias que nunca esqueceria...Sente-se  a cada momento, que tenta-se congelar ali o tempo, naquele espaço mágico...
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O filme é especial,porque toda a forma como é concebido o argumento e a própria forma como é apresentado visualmente parte da imaginação de uma criança e como ela vê a conversas que teria com o seu pai, as aventuras que viveria, como tudo seria diferente...
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O filme é mais bonito ainda, agora que olhando para trás penso que, passado todo este tempo, não deixei de sorrir quando há uns meses atrás encontrei o trailer do filme no youtube, e foi como se a história nunca tivesse saído da minha cabeça...Captada e conservada através dos olhos daquele miúdo de 11 anos que foi ver o filme com a sua família....Um miúdo de 11 anos a ver um filme sobre uma história que se baseava na fértil imaginação de uma criança mais ou menos da mesma idade...
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Na altura não compreendi,(tal como os meus pais) o final...O pai quer que a despedida seja feita sem tristezas,choros...Não depois de umas férias daquelas...Depois de terem tido tempo para falarem de tanto, partilharem tanto...Mesmo sabendo que tanto ficaria por contar...Na visão de uma criança era triste, que aquela relação tivesse que acabar logo ali...Quando Filipe termina dizendo que ficou com o cheiro do pai agarrado à sua roupa e que nunca o esquecerá...
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Um filme que estabelece o paralelismo entre aquilo que é a realidade crua e dua do nosso dia a dia, e daquilo que gostariamos que fosse,quando temos a capacidade de escapar para uma outra dimensão, do que vemos e sentimos todos os dias...Criar na nossa mente um outro tempo, sem precisar de apagar as personagens do nosso dia-a-dia, nem apagar o nosso Mundo e iniciar outro....apenas recriar,reiventar o que já temos...Um filme que viaja e se estabelece por entre esse paradigma entre sonho e imaginação e o facto de no final, por mais bom que seja o sonho,haversempre o despertar para a  nossa realidade...

Esta é a história de uma criança que sempre sonhou ter um pai que a quisesse ter...Que a cada noite,quando se ia deitar, sempre esperava  que, pelo menos por uma vez, o pai entrasse no seu quarto,nem que fosse apenas para lhe dar um beijo de boa noite...A história de como perante uma realidade triste ou que não nos agrada, a imaginação e o sonho podem dar as mãos e fazerem-nos ser tudo aquilo que quisermos ser e viver todas aquelas experiências que sempre desejamos...Mesmo que por vezes, o despertar para a realidade seja duro. Muitas são as histórias de pessoas, que perante a tristeza ou a desilusão tiveram a capacidade de explorar melhor o seu lado criativo,nem que fosse para terem a capacidade/habilidade de verem um mundo melhor. Uma realidade para além daquela que lhes é dada a conhecer no seu dia-a-dia.
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Hoje, com outra maturidade e sensibilidade, vejo que aquele final tinha todo o sentido...Na época parecia abrupto, cortava toda a narração que tinha seguido uma lógica até então...Mas agora compreende-se...Era o despertar do sonho para a realidade...Mesmo em termos de  sequência visual e de linguagem,são contextos apresentados de forma diferente.
Afinal tratava-se de uma história que aquele miúdo nunca viveu, com um pai que ele sempre quis ter e nunca teve, e umas férias de sonho nos Açores que de tão idílicas, nunca foram reais...por mais real que as sensações e sentimentos tivessem sido vividos... para um miúdo que nas férias grandes nunca havia saído de Lisboa sequer...Acima de tudo, a história de uma criança que sonhava ter um pai que gostasse dela...
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Uma ideia interessante, um filme despretensioso,com uma bonita banda sonora dos Delfins, numa época em que eles ainda não tinham chegado à sua fase " Sharon Stone". Uma música que joga, pela sua letra e melodia ,muito bem com aquilo que serão os pensamentos de uma criança que sonha e anseia por ter um pai que a ame, que acima de tudo, queira ter um filho...

Marcou-me. Aconselho. Mesmo sendo de 1996 e tendo naturais falhas, acho que é um filme diferente do que estamos habituados no cinema português. Uma mensagem bonita.

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Ps- Alguém teve a gentileza de publicar a totalidade do filme no youtube.Aconselho a todos que dêm uma vista de olhos.

Fica aqui o videoclip do tema do filme da autoria dos Delfins: Não vou Ficar


 

sexta-feira, 19 de março de 2010

Pontes entre nós







Pontes entre nós- Pedro Abrunhosa



Eu tenho o tempo
Tu tens o chão
Tens as palavras
Entre a luz
E a escuridão...

Eu tenho a noite
E tu tens a dor
Tens o silêncio
Que por dentro
Sei de cor...

E eu e tu
Perdidos e sós
Amantes distantes
Que nunca caiam
As pontes entre nós...

Eu tenho o medo
Tu tens a paz
Tens a loucura
Que a manhã
Ainda te traz...

Eu tenho a terra
Tu tens as mãos
Tens o desejo
Que bata em nós
Um coração...

E eu e tu
Perdidos e sós
Amantes distantes
Que nunca caiam
As pontes entre nós...(2x)

Que nunca caiam
As pontes entre nós!
Que nunca caiam
As pontes entre nós!